Disparada de preços nos supermercados esvazia carrinhos de compras de trabalhadores

Os aumentos nos preços dos alimentos, bebidas e produtos de higiene e limpeza estão, desde o ano passado, esvaziando os carrinhos de supermercados dos trabalhadores e trabalhadoras, cujos salários não chegam nem perto da inflação.


A combinação de preços altos leva as famílias brasileiras a reduzirem em 5,6% o número de produtos de uma cesta de compras com 120 categorias, em 2021. E ainda assim aumentaram os gastos em 8,6%, em relação a 2020, segundo pesquisa da consultoria global Kantar.


A diminuição na lista de produtos comprados é uma regra para a maior parte das famílias brasileiras. Porém os efeitos da inflação não são iguais para toda a população acabam pesando mais para quem tem a renda mais baixa.


Para o presidente do Sindicato Vanderlei Strano, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Ibaté, sabe que inflação, e queda no poder de compra dos trabalhadores, influência na geração e manutenção dos empregos, na cadeia produtiva como um todo. “Estamos vivendo com menos recursos do que vivíamos no passado. A alta da inflação, encarece os produtos e isso cria um impacto em toda a cadeia produtiva, e consequentemente, no emprego do trabalhador, por isso, precisamos estar atentos, pois política e economia andam lado a lado, e quem paga a conta sempre é o trabalhador”, destacou Vanderlei.



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Os reajustes nesses produtos já foram sentidos nos 12 primeiros dias de março, superando o mês de fevereiro inteiro. A farinha de trigo ficou, em média, 4,46% mais cara, o preço do macarrão com ovos subiu 4,24%, o de biscoitos, 2,62% e o do óleo de soja, 5,79%, de acordo com o levantamento feito, a pedido do jornal O Estadão, pela startup Varejo 360.


Embora a pesquisa mensal do Dieese do valor da cesta básica para o mês de março, nas capitais país ainda não tenha sido fechada (será divulgada em 6 de abril), provavelmente o impacto será sentido na coleta de preços.


CUT/BRASIL