Inflação tem maior alta em 7 anos, puxada pelos preços dos alimentos, gás e gasolina

Puxada pelas altas nos preços dos alimentos, gás, gasolina, saúde e cuidados pessoais, a prévia da inflação oficial de março, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor – Amplo 15 (IPCA-15), registrou a maior variação para o mês desde 2015, segundo dados divulgados, nesta sexta-feira (25), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


A alta em março deste ano foi de 0,95% contra 1,24% há 7 anos. Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 10,79%, acima dos 10,76% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.


Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram alta. A maior variação (1,95%) e o maior impacto (0,40 p.p.) foram no grupo Alimentação e bebidas, influenciados principalmente pelo preço de alimentos consumidos em casa (2,51%).


Confira as maiores altas:


Cenoura: 45,65%


Tomate: 15,46%


Batata inglesa: 11,81%


Ovo de galinha: 6,53%


Frutas: 6,34%


Leite longa vida: 3,41%.


Nas quedas, destaque para o frango em pedaços, com menos 1,82% - os preços já haviam caído 1,31% em fevereiro.


Os grupos Transportes, por causa das altas na gasolina e no óleo diesel, e o da Habitação, por causa dos aumentos no gás de cozinha, registraram a segunda e terceira maiores altas.


Nos Transportes, o maior impacto veio da gasolina (0,83%), subitem de maior peso no IPCA-15, com 6,40% do total.


Já o óleo diesel subiu 4,10% e o gás veicular 5,89%.


No grupo Habitação, os maiores impactos vieram das altas nos preços do gás de botijão (1,29%) e da energia elétrica (0,37%). Este grupo também registrou alta nos preços do gás encanado (2,63%) e nas taxas de água e esgoto, que subiram 0,49%.


Os preços do grupo Saúde e cuidados pessoais subiram 1,30%. Os itens de higiene pessoal, registraram alta de 3,98%. O item de maior peso, porém, foi o perfume (12,84%).


O IPCA-15 também registrou aumento de 0,83% nos produtos farmacêuticos e de 0,58% dos serviços médicos e dentários. Segundo o IBGE, os preços do plano de saúde estão em queda (-0,69%), após reajuste negativo aplicado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) em 2021.


Curitiba tem maiores altas


Nas capitais, foram registradas altas em todas as áreas pesquisadas. A maior variação do mês de março ocorreu em Curitiba (1,55%), puxada pela alta de 6,47% nos preços da gasolina. A capital paranaense é a que acumula a inflação mais alta em 12 meses (13,64%).


Já o menor resultado foi registrado em Brasília (0,61%), influenciado pelas quedas nos preços das passagens aéreas (-13,23%) e da energia elétrica (-2,34%). Em 12 meses, o acumulado na capital federal é de 9,33%.


CUT/BRASIL



Foto: Agência Brasil