Só piora: Taxa de juros é a maior desde maio de 2017


Em meio a pandemia, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) anunciou na quarta-feira (02/02), uma nova elevação da taxa básica de juros, a Selic, a taxa básica de juros de 9,25% para 10,75% ao ano. A Selic está agora no maior patamar desde maio de 2017, quando os juros eram de 11,25% ao ano. Em março de 2021, o índice estava em 2%.


A notícia de que o Banco Central aumentou a taxa básica de juros (Selic) pela oitava vez em menos de um ano, não costuma chamar muito a atenção do trabalhador, da trabalhadora nem dos desempregados. Mas, devia, e muito.


A população tem muito a perder com os aumentos decididos pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do BC. A economia do país também.


Os impactos prejudicam toda a população, em especial a mais pobre, que usa créditos porque o salário não paga todas as contas ou não tem como pagar à vista uma casa própria ou até um eletrodoméstico.


O trabalhador já sente no bolso, e agora sentirá os impactos dos juros mais altos quando for: pagar os juros do cheque especial; pagar faturas do crédito rotativo dos cartões de crédito; fazer ou pagar financiamentos, especialmente o imobiliário; ir ao supermercado e perceber que os preços cobrados pelos alimentos e produtos dispararam; e, na hora em que vai procurar emprego.


Por isso os trabalhadores devem ficar atentos pois o poder de compra fica cada vez menor. Política e economia andam lado a lado, e quem paga a conta sempre é o trabalhador.


Compra da casa própria adiada

Com a crise econômica, altas taxas de inflação, juros e desemprego, realizar o sonho da casa própria que já estava difícil, vai ficar quase impossível.


Desde janeiro do ano passado cerca de 3 milhões de famílias deixaram de ter acesso ao financiamento imobiliário por conta do maior custo do crédito para compra do imóvel próprio, de acordo por Alberto Ajzental, coordenador do curso de Desenvolvimento de Negócios Imobiliários da FGV (Fundação Getulio Vargas), que fez os cálculos para o G1.


O professor explicou à reportagem que a cada variação de 2,5% da Selic, há o aumento de um ponto percentual no Custo Efetivo Total (CET) envolvido na contratação de um financiamento. E a cada um ponto de aumento do CET, 1 milhão de famílias, aproximadamente, perdem a condição financeira de comprar um imóvel.


Fonte: CUT/Brasil e Agência Brasil