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Sindicato participa do 11º Congresso de CNM/CUT

O Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Ibaté, representado pelos dirigentes sindicais Edinilson Jose de Andrade, Edilson de Oliveira Lima, Mauricio Mariotto, Herbert Braz do Carmo, Kelly Galhardo e Erick Silva participam desde terça-feira (09/05), do 11º Congresso de CNM/CUT, que acontece em Guarulhos.


O evento termina nesta quinta-feira (11/05), e teve como tema “Reconstruir o Brasil de forma sustentável e humanizada com trabalho decente, soberania, renda e direitos”.














CONFIRA ABAIXO OS DESTAQUES DO 11º CONGRESSO DA CNM/CUT


Metalúrgico gaúcho, Loricardo de Oliveira é eleito novo presidente da CNM/CUT

O metalúrgico gaúcho Loricardo de Oliveira é o novo presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da CUT (CNM/CUT). A eleição da nova diretoria ocorreu na abertura do 11º Congresso.

Metalúrgico há mais de 25 anos, Loricardo é trabalhador metalúrgico de Campo Bom, da base de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Seu primeiro emprego foi como ajustador de peças. Em 1991 entrou para a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo (RS), onde construiu sua trajetória até chegar na CUT-RS em 2006. Em 2011, foi eleito para a diretoria da CNM/CUT, para seis anos depois substituir João Cayres na secretaria geral da entidade, cargo que mantinha até esse congresso.

Na Direção CNM/CUT eleita o Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Ibaté segue representado pelos dirigentes: KELLY GALHARDO que é Secretária de Política Social, e Edinilson Jose de Andrade que faz parte da Direção Plena.


Foto: RIANA MARTINS


Representatividade e desafios

Sindicalistas de diversos ramos e entidades do Brasil e exterior, integrantes de movimentos sociais e políticos estiveram na mesa de abertura do 11º Congresso da CNM/CUT saudando a antiga e nova diretoria da entidade e fortalecendo laços de solidariedade de classe. A abertura do evento começou com execução do hino nacional e, na sequência, com um show de rap.

Uma mística em homenagem aos trabalhadores e trabalhadoras no chão de fábrica e a todas as entidades em que a CNM/CUT faz parte.

O presidente da CUT Nacional, Sérgio Nobre, fez a defesa da chapa eleita e agradeceu em nome da central a luta que os metalúrgicos fizeram na defesa dos trabalhadores nos últimos anos. Ele também elogiou a iniciativa da campanha pela queda de Roberto Campos Neto da presidência do Banco Central.

Ele também destacou a importância da CNM/CUT para a reindustrialização do país. “A reindustrialização é fundamental para o desenvolvimento do país com geração de emprego e renda e esta confederação está à frente desta luta. A nova direção tem uma responsabilidade muito grande com o país e com a classe trabalhadora”, destacou.

Foto: RIANA MARTINS


Representatividade e Diversidade

Desde o último Congresso, em 2019, o Brasil viu avançar o conservadorismo, a retirada de direitos e ameaça à democracia, deixando mais vulneráveis as mulheres, jovens, negros e negras, pessoas com deficiência e a comunidade Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Transexuais, Queer, Intersexuais e demais identidades de gêneros e orientações sexuais (LGBTQI+).

A atuação dos sindicatos e movimentos populares tem sido fundamental na trajetória de luta contra o machismo, racismo, homofobia e outras formas de preconceito contra estes grupos, porém ainda há muito a se fazer.

É neste contexto que acontece o 11º Congresso Nacional da CNM/CUT que entra para a história da categoria, não apenas pelo importante momento pelo qual passa o Brasil, com o retorno de um governo progressista, mas também pela forte presença de dirigentes jovens, mulheres, negros e LGBTQI+. Um desafio histórico do movimento sindical, a aproximação destas minorias aos sindicatos compõem os eixos de atuação da Confederação.


Foto: JULIANA CLAUDIO



Conjuntura Política

Dando continuidade aos trabalhos do 11º Congresso Nacional dos Metalúrgicos e Metalúrgicas da CNM/CUT, a quarta-feira (10) começou com o debate da mesa “Conjuntura” que contou com Christiane dos Santos, Secretária de Administração e Finanças do Sindicato de Pouso Alegre/MG; Wanderlei Monteiro, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Joinville e Coordenador do Departamento da CNM/CUT-SC; e o professor Rogério Arantes, Doutor do Departamento de Ciências Políticas da USP.

Christiane dos Santos declarou que a mesa “Conjuntura” é muito importante para a unidade de ação na reconstrução do Brasil. “Durante os quatro anos do desgoverno passado, tivemos muitos retrocessos nos programas sociais que prejudicaram o povo brasileiro, principalmente com a desvalorização da classe trabalhadora. E entender essa conjuntura para a retomada de tudo que perdemos, é essencial para a construção de ações do movimento sindical”, disse.

Rogério Arantes falou que o Brasil passou por uma transformação política e social muito profunda com protestos e reivindicações nos últimos anos. “Nasceu a ocupação das ruas com o movimento de esquerda e direita, um momento decisivo para a história política do Brasil”.

Ele destacou os desafios do país para o governo e a classe trabalhadora. Para o professor, o Governo Federal tem dois grandes desafios: um deles é a discussão da Reforma Tributária e o outro, o Banco Central com o aumento da taxa selic que impede o crescimento econômico. Arantes também acredita que a reestruturação do cenário internacional do Brasil, pode ser um problema, apesar das ações positivas do governo, pois não depende só do governo brasileiro esse bom relacionamento.

Já quanto aos desafios dos Trabalhadores, o professor do Departamento de Ciências Políticas da USP, afirma que a defesa da democracia deve ser a bandeira fundamental dos trabalhadores. “A luta deve ser internacionalizada em prol da democracia para que se possa combater as fake news”.

O acadêmico conclui que a retomada da capacidade de organização para combates e a defesa da democracia, principalmente a internacionalizada, são grandes desafios para pensar na luta dos próximos anos.


RAFAELA AMARAL / STIMMEC


CNM / CUT


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