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Sindicato participa do Seminário de Planejamento da FEM-CUT/SP

O Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Ibaté representados pelos dirigentes Ceres Lucena, Erick Silva e Valdemir Aparecido Ribeiro, membros da Direção da Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM-CUT/SP) participam do Seminário de Planejamento da entidade, que teve início ontem (14/06) e vai até sexta-feira, 16 em Cajamar.


No primeiro dia do planejamento, no período da manhã, os membros da direção da FEM-CUT/SP participaram de uma dinâmica, na qual conheceram melhor os companheiros de Federação. Em seguida, o presidente da entidade, Erick Silva, apresentou um histórico da luta da classe trabalhadora e do movimento sindical.


“Os direitos e o cenário que temos hoje são frutos desse histórico de luta. E é fundamental conhecer essa história para entender que a realidade atual é diferente e temos que saber como nos organizamos para garantir os direitos e avançar em importantes pautas dos trabalhadores. Essa é uma importante premissa para o nosso Seminário”, destaca.


Ainda no primeiro dia, no período da tarde, o encontro apresentou um importante debate sobre o mercado de trabalho da atualidade e a conjuntura política brasileira. Na abertura, a mesa foi composta por Erick Silva e Max Pinho, respectivamente presidente e secretário-geral da FEM-CUT/SP, Luiz Carlos Dias (Luizão), ex-presidente da Federação e diretor executivo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Airton Cano, coordenador de políticas da Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico de SP (FETQUIM), e Rafael Marques, presidente Instituto Trabalho, Indústria e Desenvolvimento (TID-BRASIL).


Max Pinho destacou a importância dos debates. “Esse momento é muito importante para os metalúrgicos da FEM-CUT/SP, os debates são muito ricos para ajudar no direcionamento desse Seminário. Nosso compromisso é sair daqui com um planejamento que dê conta de colocar em prática nosso plano de lutas e trazer conquistas para a categoria e, como consequência, para toda classe trabalhadora e para a sociedade”.


Mercado de trabalho e cenário político

Na sequência, o debate foi assumido pelo sociólogo Clemente Ganz Lúcio, assessor das Centrais Sindicais, e Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.


Clemente enfatizou a necessidade de o movimento sindical acompanhar o cenário político para pautar e garantir sustentação para o governo Lula e o Congresso Nacional. “O que mais cresce no mundo é a extrema-direita, o PSDB segue para virar uma direita radical e o centro-direita está construindo uma coalizão. Nós precisamos acordar e rápido para que o governo tenha segurança no Congresso nos próximos três anos e meio. Não brinquemos ou a extrema-direita volta para o poder e não para ficar somente quatro anos”.


O sociólogo também destacou a importância de trabalhar pelo fortalecimento da indústria. “Eles acreditam que a relação entre trabalhador é com a empresa, sem sindicato e sem estado. Nosso compromisso, a curto prazo, é lutar pela reindustrialização do país, buscar novas bases, fazer com que o estado de SP invista na indústria paulista. Se não tivermos uma indústria forte, não vamos ter crescimento de salário”.


Para ele, é fundamental reorganização das formas de luta. “É a luta que repercute na estrutura. Precisamos de um projeto de reorganização do sistema sindical, com sindicatos bem estruturados, autônomos e com liberdade”.


Nova realidade

Ivone concorda e completa com o questionamento: porque o sindicato não é um lugar atrativo para os trabalhadores. “Temos uma ideia, mas os trabalhadores pensam diferente, têm pautas diferentes daquelas que achamos que são as importantes. Então, como esse sindicato vai representar essas pessoas?”


A sindicalista aponta que é preciso conhecer a realidade. “Temos uma nova geração que pensa o trabalho de uma forma diferente, quer outro tipo de jornada, com homeoffice, por exemplo. Temos que nos aproximar da base para conhecer a realidade, entender as demandas para atrair e mobilizar os trabalhadores enquanto categoria, enquanto classe trabalhadora”.


Outro ponto abordado por Ivone é a necessidade de evoluir nas formas de comunicação e investir em formação. “Hoje as pessoas não leem mais, tudo é imagem, vídeos. Precisamos saber como dialogar com esse público porque a direita e a extrema-direita fazem isso todos os dias. Não temos a fórmula de como fazer tudo isso, mas temos que encontrar o caminho”, finaliza ela.


O Seminário de Planejamento da FEM-CUT/SP continua nesta quinta e sexta-feira, dias 15 e 16.

No sábado, 17, acontece a Plenária Estatutária que define o slogan, eixos e pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2023.


FEM-CUT/SP










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