Dia Internacional da Mulher Negra celebra resistência e luta contra o racismo
- assessoria827
- 25 de jul.
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A data 25 de julho marca o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, que foi instituída em 1992 durante o 1º Encontro de Mulheres Negras da América Latina e do Caribe, na República Dominicana. No Brasil, a data também homenageia Tereza de Benguela, líder quilombola que se tornou símbolo de resistência negra. O dia é o ápice do Julho das Pretas, um mês inteiro dedicado à visibilidade, debate e à luta das mulheres negras contra o racismo estrutural, o sexismo e as desigualdades de gênero.
Um dos principais debates do dia é a organização da Marcha das Mulheres Negras Por Reparação e Bem Viver, movimento que teve início em 2015, quando reuniu mais de 50 mil pessoas em Brasília, num ato histórico contra o racismo e a violência. O Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Ibaté marcou presença na época.
Desde então, a marcha se tornou um símbolo de mobilização por políticas públicas que enfrentem as opressões específicas vividas pelas mulheres negras, que são as maiores vítimas de feminicídio, mortalidade materna e desemprego no país.
Em 2025, o objetivo da Marcha das Mulheres Negras, cuja expectativa de realização é novembro deste ano, é reunir um milhão de mulheres negras na capital federal reivindicando reparação histórica e o direito ao bem-viver para a população negra no Brasil.
Por que o dia da mulher negra importa?
As mulheres negras são 66% das vítimas de feminicídio no Brasil segundo dados do Atlas da Violência (2023). A data não é apenas uma celebração, mas reforça que a luta antirracista e feminista precisa ser diária, coletiva e incansável.
No mercado de trabalho, as mulheres negras são as mais afetadas, pois predominam nos empregos informais, no desemprego e recebem os menores salários.
Dados da PNAD Contínua (IBGE) do 4º trimestre de 2023 mostram que 41% das mulheres em trabalhos informais são negras, contra 31% de não negras. Além disso, 67% das trabalhadoras domésticas, categoria onde mulheres representam 91% da força de trabalho, são negras.
São as mulheres que, historicamente, também são submetidas à função de manutenção do núcleo familiar e, dessa forma, acumulam papéis que as deixam sobrecarregadas: acúmulo de tarefas domésticas, cobrança pelo cuidado com os filhos, além do cuidado com o parceiro.
CUT/BRASIL






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